CCBB com mostra de cinema sobre música brasileira

Posted by Armando Lima On quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 0 comentários

A estreita escada do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) leva ao 1º andar, onde fica o cinema do prédio. Foi lá que ontem começou o Cine MPB, uma retrospectiva de documentários musicais brasileiros. A mostra conta com 17 filmes, onde todos tem em comum o retrato de um músico ou de uma cena musical no Brasil. A entrada é franca e a classificação indicativa varia conforme a apresentação.
De grande repercussão, a serie destaca Rock Brasília – Era de Ouro, de Vladimir Carvalho, que chegou a entrar em cartaz nas grandes redes de cinema. O longa, vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Paulínia em 2011, trata do nascimento do grande cenário musical na capital do país na década de 80, que trouxe consigo nomes como Plebe Rude, Capital Inicial, e claro, Legião Urbana. Outro grande nome da retrospectiva é Fabricando Tom Zé, este de Guilherme Coelho. O documentário retrata vida e obra do tropicalista, sendo premiado como melhor documentário na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Festival do Rio, ambos em 2006.
O Cine MPB é apresentado pelo Ministério da Cultura e Banco do Brasil, tendo como curadores Francisco Cesar Filho e Rafael Sampaio. Segundo a dupla, o gênero de documentário sempre foi coadjuvante no cinema. No entanto, com o fácil acesso a equipamentos de captação de imagens e o crescimento das emissoras segmentadas, o cenário se inverteu. O CCBB fica na Rua Álvares Penteado, 112, Sé, próximo a estação Sé e São Bento do Metrô. Telefones: 3113 – 3651/3649.

Segue trailer de Rock Brasília – Era de Ouro.


Confira a programação:

Quarta-feira, 4 de janeiro
16h30 - O Milagre da Santa Luzia, de Sérgio Roizenblit
18h30 - Samba Riachão, de Jorge Azevedo
20h30 - Paulinho da Viola – Meu tempo é hoje, de Izabel Jaguaribe

Quinta-feira, 5 de janeiro

16h30 - Daquele instante em diante, de Rogério Velloso
18h30 - Elza, de Ernesto Baldan e Izabel Jaguaribe
20h30 - Simonal – Ninguém sabe o duro que dei, de Calvito Leal, Claudio Manoel e Micael Langer

Sexta-feira, 6 de janeiro
15h - Jards Macalé – Um morcego na porta principal, de Marco Ambujamra
16h30 - Gretchen – Filme estrada, de Eliane Brum e Paschoal Samora
18h30 - Filhos de João - O Admirável Mundo Novo Baiano, de Henrique Dantas
20h30 – Fabricando Tom Zé, de Decio Matos Jr.

Sábado, 7 de janeiro
15h - Jards Macalé – Um morcego na porta principal, de Marco Ambujamra
16h30 - Titãs, a vida parece até uma festa, de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves
18h30 - Botinada! A origem do Punk no Brasil, de Gastão Moreira
20h30 - Loki, Arnaldo Baptista, de Paulo Fontenelle

Domingo, 8 de janeiro
15h - Fala Tu, de Guilherme Coelho
17h - Paulinho da Viola – Meu tempo é hoje, de Izabel Jaguaribe
19h - Vinicius, de Miguel Faria Jr.

Quarta-feira, 11 de janeiro
16h30 - Fala Tu, de Guilherme Coelho
18h30 - O Milagre de Santa Luzia, de Sergio Roizenblit
20h30 - Cartola, de Hilton Lacerda e Lírio Ferreira

Quinta-feira, 12 de janeiro
15h - Vinicius, de Miguel Faria Jr.
17h - Simonal – Ninguém sabe o duro que dei, de Calvito Leal, Claudio Manoel e Micael Langer
19h - Debate, com os críticos Pedro Alexandre Sanches e José Flávio Júnior; mediação com Francisco Cesar Filho
20h30 - Botinada! A origem do Punk no Brasil, de Gastão Moreira

Sexta-feira, 13 de janeiro
15h - Elza, de Ernesto Baldan e Izabel Jaguaribe
16h40 - Gretchen – Filme estrada, de Eliane Brum e Paschoal Samora
18h30 - Titãs, a vida parece até uma festa, de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves
20h30 - Rock Brasília - Era de Ouro, de Vladimir Carvalho

Sábado, 14 de janeiro
15h - Filhos de João - O Admirável Mundo Novo Baiano, de Decio Matos Jr.
16h30 - Daquele Instante em diante, de Rogerio Velloso
18h30 - Samba Riachão, de Jorge Alfredo
20h30 - Fabricando Tom Zé, de Decio Matos Jr.

Domingo, 15 de janeiro
15h - Cartola, de Hilton Lacerda e Lírio Ferreira
17h - Rock Brasília - Era de Ouro, de Vladimir Carvalho
19h - Loki, Arnaldo Baptista, de Paulo Fontenelle

Resenha

Paulinho da Viola, da Portela, do Samba, do Brasil

Belo. Essa é uma boa descrição para o documentário Paulinho da Viola – Meu tempo é hoje. De Izabel Jaguaribe, o longa traz um retrato íntimo do sambista, contado em grande parte por ele mesmo. Quando sai da oratória, mestres, amigos e familiares assumem o vez.
O filme começa com Paulinho caminhando pelas ruas do Rio, ao som de samba, onde comerciantes abrem suas portas. O que o protagonista também o faz, dessa vez para todos nós. Fala sobre suas origens, como por exemplo sobre seu primeiro contato com a música. Filho de Cesar Faria, amigo do ícone Pixinguinha, desde garoto Paulinho pode ser apreciador e participante da boa música. Ao reproduzir uma canção do amigo de seu pai, aliás, Paulinho resgata a maneira de como Pixinguinha aprendeu e costumava muito tocar: em casa, com a família. O registro passa pelos amigos, mestres em música, família e pensamentos do cantor. Tudo intercalado por apresentações significativas, solo ou acompanhado de convidados, como Marisa Monte. Ao tocar o clássico “Carinhoso”, com a cantora, arranca sorrisos da plateia. Segundo a dupla, a canção é emblemática, pois atravessou o século.
Entre confissões, como a da esposa Lila Rabello, que conta como Paulinho deixou o filho de um ano quase morrer afogado, enquanto lia jornal, o documentário transcorre entre a sensibilidade, melodia e simplicidade deste que é um dos maiores nomes da música popular brasileira.

Segue o trailer, mas vale a pena conferir na mostra:

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