Chega de Saudade/Divulgação
Começa hoje, terça-feira, a mostra cinematográfica "Retratos da Metrópole", onde 13 longas e curtas metragens brasileiros, tendo como cenário a cidade de São Paulo, estão sendo exibidos a R$ 1,00 (meia entrada é R$ 0,50). Fora do mainstream, os filmes estão em cartaz no Cine Olido, que faz parte da Galeria Olido, centro cultural de São Paulo que oferece além de cinema também exposições, dança, teatro, música, circo e outros eventos. Aos apreciadores, mais uma boa notícia: toda mostra é em película. Horários dos filmes e as sinopses você confere abaixo.
A Galeria Olido fica na Avenida São João, 473, Térreo ao 2º andar, Centro. Telefones: 3331-8399 ou 3397-0171.
Confira as datas
Nossa Vida Não Cabe num Opala/Divulgação
31/01 – TERÇA FEIRA
15h – Chega de Saudade
17h – De Passagem
19h30 – Ninjas (curta-metragem) e Corpo
01/02 – QUARTA-FEIRA
15h – Nossa Vida Não Cabe Num Opala
17h – A Casa de Alice
19h30 – Nome Próprio
02/02 – QUINTA-FEIRA
15h – Rosa e Benjamin (curta-metragem) e A Via Láctea
17h – Antônia
19h30 – Chega de Saudade
03/02 – SEXTA-FEIRA
15h - É Proibido Fumar
17h – Contra Todos
19h30 – Os Inquilinos
04/02 – SÁBADO
15h – De Passagem
17h - Ninjas (curta-metragem) e Corpo
19h30 - Nossa Vida Não Cabe Num Opala
05/02 – DOMINGO
15h – É Proibido Fumar
17h - Rosa e Benjamin (curta-metragem) e A Via Láctea
Sinopses de cada filme
A Via Láctea/Divulgação
A CASA DE ALICE
(Brasil, 2007, 90’, 35 mm)
Direção: Chico Teixeira
Elenco: Carla Ribas, Berta Zemel, Zé Carlos Machado
Alice (Carla Ribas) é uma manicure de aproximadamente 40 anos que mora na periferia da cidade de São Paulo. Ao lado de sua família, Alice tenta levar a vida do melhor jeito possível ao enfrentar os problemas do dia a dia.
A VIA LÁCTEA
(Brasil, 2007, 88’, 35 mm)
Direção: Lina Chamie
Elenco: Marco Ricca, Alice Braga, Fernando Alves Pinto
Heitor (Marco Ricca) e Júlia (Alice Braga) namoram há algum tempo. Após terem uma discussão violenta ao telefone, Heitor decide pegar o carro e encontrá-la em sua casa, para resolver a situação. Através de sua viagem pelas ruas engarrafadas de São Paulo, ele passa a analisar as possibilidades do amor, perda e morte em um grande centro urbano.
ANTONIA
(Brasil, 2006, 90’, 35 mm)
Direção: Tata Amaral
Elenco: Negra Li, Leila Moreno, Cindy, Quelynah
Vila Brasilândia, periferia de São Paulo, Preta (Negra Li), Barbarah (Leila Moreno), Mayah (Quelynah) e Lena (Cindy) são amigas desde a infância e sonham em viver da música. Elas deixam o trabalho de backing vocal de um conjunto de rap de homens para formar seu próprio conjunto, o qual batizam de Antônia.
CHEGA DE SAUDADE
(Brasil, 2008, 95’, 35 mm)
Direção: Laís Bodanzky
Elenco: Cássia Kiss, Paulo Vilhena, Maria Flor, Elza Soares
Um baile acontece num clube de dança de São Paulo. Desde quando o salão abre suas portas, pela manhã, até seu fechamento ao término do baile, pouco após a meia-noite, diversos personagens rodeiam o local.
CONTRA TODOS
(Brasil, 2004, 95’, 35 mm)
Direção: Roberto Moreira
Elenco: Giulio Lopes, Sílvia Lourenço, Leona Cavalli
Em um bairro da periferia de São Paulo vivem Teodoro (Giulio Lopes), sua filha adolescente Soninha (Sílvia Lourenço) e sua segunda mulher, Cláudia (Leona Cavalli). Mas o dia a dia dessa família classe média baixa está assentado sobre horríveis mentiras.
CORPO
(Brasil, 2008, 90’, 35 mm)
Direção: Rubens Rewald e Rossana Foglia
Elenco: Leonardo Medeiros, Regiane Alves
Em um necrotério público da cidade de São Paulo, trabalha o médico legista Artur. Dedicado ao que faz, Artur faz precisos relatos de morte dos corpos que analisa. Quando a polícia descobre uma vala comum, onde provavelmente estariam desaparecidos políticos, o trabalho de Artur começa a ficar insólito.
DE PASSAGEM
(Brasil, 2003, 87’, 35 mm)
Direção: Ricardo Elias
Elenco: Sílvio Guindane, Fábio Nepô, Lohan Brandão, Glennys Rafael
Após receber a notícia da morte do irmão, Jeferson volta a São Paulo e, juntamente com seu amigo de infância Kennedy, sai numa viagem pela cidade procurando o corpo do irmão morto. Nesta viagem, Jeferson e Kennedy acabam se lembrando de um acontecimento importante do passado.
É PROIBIDO FUMAR
(Brasil, 2007, 86’, 35 mm)
Direção: Anna Muylaert
Elenco: Glória Pires, Paulo Miklos, Marisa Orth
Baby (Glória Pires) vive sozinha no apartamento que herdou da mãe. Ela dá aulas de violão para alguns alunos e vive em atrito com as irmãs. Quando o músico Max (Paulo Miklos) se muda para o apartamento vizinho, Baby vê nele a grande chance de voltar à vida. Para que o romance dê certo ela está disposta a enfrentar qualquer ameaça, inclusive seu vício compulsivo por fumar.
NINJAS
(Brasil, 2010, curta-metragem, 23’, 35 mm)
Direção: Dennison Ramalho
Elenco: Flávio Bauraqui, Juliana Galdino
Um bom policial não tem medo de bandido e nem de alma penada. Um bom policial namora com a morte. Meu nome é Lúcifer. Tome minha mão.
NOME PRÓPRIO
(Brasil, 2008, 130’, 35 mm)
Direção: Murilo Salles
Elenco: Leandra Leal, Juliano Cazarre, Alex Didier
Camila (Leandra Leal) tem a escrita como sua grande paixão. Intensa e corajosa, ela busca criar para si uma existência complexa o suficiente para que possa escrever sobre ela. Ela escreve compulsivamente em um blog, só que isto faz com que também fique isolada.
NOSSA VIDA NÃO CABE NUM OPALA
(Brasil, 2008, 104’, 35 mm)
Direção: Reinaldo Pinheiro
Elenco: Leonardo Medeiros, Milhem Cortaz, Paulo César Péreio, Maria Manoella
Após sua morte, o patriarca (Paulo César Pereio) de uma família paulistana de classe média baixa passa a dar conselhos aos seus 4 filhos em algumas aparições.
OS INQUILINOS
Direção: Sérgio Bianchi
Elenco: Marat Descartes, Ana Carbatti, Cássia Kiss, Caio Blat
Válter (Marat Descartes) e Iara (Ana Carbatti) moram com os dois filhos na periferia da cidade de São Paulo. Eles levam a vida normalmente, até a chegada de três rapazes que se tornam seus novos vizinhos. A tensão do dia a dia e o barulho que os vizinhos fazem de madrugada atrapalham muito o sono de Valter.
ROSA E BENJAMIN
(Brasil, 2009, curta-metragem, 15’, 35 mm)
Direção: Cléber Eduardo e Ilana Feldman
Elenco: Germano Haiut, Helena Esteves
Um casal de muitos anos em uma casa no Jabaquara. Um novo vizinho, desconfiança, notícias de um prédio novo, acidente na vizinhança. O casal na casa e a casa na cidade.
Inserindo a cultura e a música na vida de crianças e adolescentes, o programa Guri abriu na última segunda-feira suas inscrições para curso de música. As aulas são gratuitas e se destinam a estudantes do ensino fundamental e médio, com idades entre 6 e 18 anos.
Os interessados poderão se inscrever em aulas de canto, violão, violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta transversal, clarinete, saxofone, trompete, trompa, trombone, tuba, eufônio e percussão.
Os cursos estão divididos em duas categorias. A primeira, de iniciação, é destinada a crianças de 6 a 9 anos, com duração de dois anos e duas aulas semanais. Conhecer, tocar e construir instrumentos, cantar canções brasileiras e de outros países, ampliar a percepção auditiva e desenvolvimento rítmico-motor são alguns dos temas trabalhados com os alunos.
Já para as crianças e adolescentes de 10 a 18 anos, o Guri oferece os cursos sequenciais, com até quatro aulas semanais coletivas ao longo de oito semestres. Além de estudar instrumentos específicos, neste programa os alunos têm aulas de canto coral, teoria musical e prática de conjunto.
Conheça mais sobre o programa
O Guri Santa Marcelina tem como missão a educação musical e a inclusão sociocultural de crianças e adolescentes na Grande São Paulo.
O programa foi lançado em 2008 a partir de uma iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e é gerido pela Santa Marcelina - Organização Social de Cultura.
Por meio da educação musical de qualidade, apoiada por um serviço de atendimento social, estudantes de 6 a 18 anos tem a oportunidade real de crescimento cultural e inclusão social.
Para atingir este objetivo, aposta-se na plena capacidade do ser humano, oferecendo não apenas uma rede de apoio, mas também desafios e ferramentas para que os alunos cresçam por mérito próprio e conquistem seu lugar na sociedade.
Podem se inscrever estudantes matriculados regularmente em uma unidade escolar a partir do Ensino Fundamental.
Saiba mais
Fotos: AAPG/Divulgação
Um dos melhores filmes da história do cinema nacional. Esta é uma boa alcunha para 2 Coelhos, ainda em cartaz na maioria das grandes redes de cinema do Brasil. Sob direção e roteiro de Afonso Poyart, o longa de ação e drama é mais uma prova que nem só de Tropa de Elite vive o brasileiro.
Sob uma linha de tempo não cronológica, o filme vai contando a participação de cada personagem da teia feita por Edgar (Fernando Alves Pinto) e seu plano que nem mesmo Sherlock Holmes, também em cartaz, suspeitaria. Após inúmeros acontecimentos em busca de justiça, o desfecho da história arranca uma expressão única da plateia: impressionante.
Em elenco de Caco Ciocler, Alessandra Negrini, Thaíde e Eduardo Moscovis, 2 Coelhos é uma alternativa para quem quer ver algo além de Selton Mello e Wagner Moura nas telonas.
Segue o trailer:
Termina neste domingo, dia 29, a exposição “Steve McCurry – alma revelada”, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. A mostra traz cerca de 100 imagens feitas pelo fotojornalista americano, famoso mundialmente pela capacidade de capturar a dramaticidade de cenas de conflito de forma única e ao mesmo tempo universal. Na galeria se encontra, entre outros trabalhos, a premiada "Menina Afegã".
McCurry é membro, desde 1986, da tradicional e famosa agência Magnum, fundada por um dos maiores nomes do fotojornalismo mundial, Robert Capa. Também trabalha para a National Geographic. O fotojornalista tem trabalhos realizados em toda parte do mundo, inclusive no Brasil.
O Instituto Tomie Ohtake fica na Rua Coropés, 88, bairro Pinheiros na capital paulista, próximo a estação Faria Lima, Linha Amarela do Metrô. A exposição acontece às terças, quartas, quintas, sextas, sábados e domingos das 11:00 às 20:00, gratuitamente.
Fotos: www.stevemccurry.com
Termina amanhã, dia 20, o prazo para inscrições do Programa de Formação de Palhaço para Jovens, dos Doutores da Alegria.Os alunos inscritos passam por uma análise de currículo e um processo de seleção para participar do curso.
Jovens entre 17 e 23 anos com renda familiar de até três salários mínimos podem se inscrever para receber aulas sobre a linguagem do palhaço. Outra exigência é que o interessado tenha concluído o ensino fundamental ou esteja matriculado na rede pública de ensino. Caso não tenha concluído o ensino médio, o aluno deve retornar aos estudos.
O programa, realizado em Pinheiros (SP), tem duração de dois anos – com um terceiro ano opcional – e tem entre os formadores artistas dos Doutores da Alegria. Entre as disciplinas, Palhaço, Técnicas Circenses, Expressão Corporal, Cultura Popular, Música, Improviso, Jogo Cênico e Máscaras Teatrais. Também há uma preocupação em tornar o aluno empreendedor de seus próprios projetos, e para isso há aulas como Elaboração de Projetos Culturais e Sustentabilidade. Um indício da qualidade do trabalho é o fato de que 80% dos alunos formados pelo programa ingressam no mercado de trabalho artístico.
As inscrições e envio de material devem ser feitos até 20 de janeiro. As etapas do processo envolvem análise de currículo e carta de intenção, oficinas práticas e entrevista. Os aprovados iniciam as aulas em março de 2012.
Foto: Gabriela Caseff/Divulgação
O aniversário de São Paulo terá uma vasta programação de eventos em comemoração aos 458 anos da cidade. Uma delas acontece quarta-feira, feriado na capital do Estado, que irá reunir um debate construtivo sobre o futuro do município com música de qualidade. Além disso, a entrada é franca.
O som irá ficar por conta de Marcelo Jeneci, grata surpresa da música brasileira nos últimos anos, e Tulipa Ruiz, que vem fazendo uma série de apresentações com Jeneci.
Organizado pela rádio CBN São Paulo, “A São Paulo do Futuro” acontece no Pateo do Collegio, das das 9h30 às 12h. Sob comando da jornalista e âncora Fabíola Cidral, a mesa de debate terá o arquiteto Ruy Ohtake; a vice-presidente do Núcleo de Estudos do Futuro, Rosa Alegria; e o coordenador do projeto SP 2022 e colunista da CBN Maurício Broinizi.
Além disso, grandes nomes do jornalismo também firmarão presença, como Juca Kfouri, Gilberto Dimenstein, José Luiz Portella e Milton Jung.
Foto: Caroline Bittencourt/Flikr oficial Marcelo Jeneci
Um instante, que certamente apenas uma pequena porcentagem das centenas de pessoas presentes percebeu. É nesta fração que geralmente se encontra as mais belas expressões, paisagens, olhares. E a profissão de repórter fotográfico busca esse registro a todo o momento. A sensibilidade, o olhar crítico e criativo, são fundamentais para que esse momento, não apenas seja captado, mas eternizado. Em meio a tantos outros colegas de profissão e parelho ao avanço da tecnologia, que permite uma gama maior de possibilidades, talento e perseverança são fundamentais.
É o que se pode notar na fotografia de Wilton de Sousa Junior, do jornal O Estado de São Paulo. Vencedor do Prêmio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha, na categoria Fotografia, Wilson venceu as barreiras do óbvio, ilustrando não só algo criativo, mas condizente com a realidade política do país na época. Em agosto do ano passado, o Partido dos Trabalhadores vivia momento de tenso conflito com a base aliada, PMDB.
Na publicação, foto de capa e comentários distintos. Leitores e críticos de plantão elogiavam, enquanto outros teciam duras críticas ao fotógrafo, o acusando por falta de respeito. O moralismo, motivado pelo alto cargo exercido por Dilma Roussef, cega a visão de muitos, deixando de ver a interpretação única que Wilson concebeu. Não apenas nos mostra a cerimônia militar em que a presidente participava, mas se desprende disso, para ir além.
Wilson não é exclusividade na redação do Estadão. Recentemente, o colega Epitácio Pessoa venceu o Prêmio Esso de Jornalismo, categoria fotografia, por uma série de imagens registradas na cidade de Lorena, no Vale do Paraíba. Intitulada de “Violência Abortada”, Epitácio não só fotografou, mas salvou uma vida. Um reciclador de 19 anos estava sendo violentado por dois homens. Ao ver a presença do fotógrafo, libertaram o rapaz. Curiosamente, Epitácio também fez suas imagens em agosto do ano passado.
Fotografia 1: Wilson de Sousa Júnior/O Estado de São Paulo
Fotografia 2: Epitácio Pessoa/O Estado de São Paulo
A polêmica envolvendo a Cracolândia, região de São Paulo conhecida pelo grande número de dependentes químicos que perambulam pelas ruas à procura de drogas, em especial o crack, ganhou mais um capítulo. A operação Centro Legal, feita pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, abordou mais de 1.500 pessoas e prendeu mais de 40 desde a última terça-feira, visando dispersar os dependentes do local. A questão que ainda não foi respondida é se retirar os usuários do local, tão somente, irá mudar alguma coisa no cenário à longo prazo.
A medida faz parte de um plano maior, o projeto Nova Luz, da prefeitura, que visa revitalizar áreas degradadas da capital. Com isso, homens da PM foram enviados a famosa rua Helvética e redondezas, com a missão de abordar usuários e dispersá-los pelo centro da capital, tentando assim desmantelar o comércio ilegal e explícito de drogas. Segundo a coordenação da operação, também foram feitas abordagens sociais e de saúde nos usuários.
O que parecia belo aos olhos de muitos, já se mostra ineficaz. A exemplo de uma destruição de um formigueiro, onde os pequenos insetos se espalham a primeira vista, mas logo formam novas colônias, assim foi com o pessoal da Cracolândia. Afastados do ponto de venda, os dependentes e traficantes, de forma lógica, procuraram e se aglomeraram em outros pontos da cidade. Bairros de classe média como Campo Belo e Tatuapé já testemunham o movimento de usuários. Famosos por evitar o convívio com “classes baixas”, moradores de Higienópolis também temem a migração. Tal comportamento dos usuários só comprova que o tráfico segue as regras do capitalismo: enquanto houver demanda, haverá mercado.
Para tentar solucionar o problema, a prefeitura de São Paulo afirma que trabalha também na área da saúde. Segundo site do programa, foram oferecidas 302 vagas em seis clínicas de tratamento, mas todas estão preenchidas.
Para a secretária de Estado de Justiça e da Defesa da Cidadania, Eloisa de Sousa Arruda, a migração já era prevista. Já para a PM, a formação de outros conglomerados é enxergada como possível, no entanto, promete combater tal possibilidade.
Foto: Marlene Bergamo/Folha de São Paulo
A estreita escada do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) leva ao 1º andar, onde fica o cinema do prédio. Foi lá que ontem começou o Cine MPB, uma retrospectiva de documentários musicais brasileiros. A mostra conta com 17 filmes, onde todos tem em comum o retrato de um músico ou de uma cena musical no Brasil. A entrada é franca e a classificação indicativa varia conforme a apresentação.
De grande repercussão, a serie destaca Rock Brasília – Era de Ouro, de Vladimir Carvalho, que chegou a entrar em cartaz nas grandes redes de cinema. O longa, vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Paulínia em 2011, trata do nascimento do grande cenário musical na capital do país na década de 80, que trouxe consigo nomes como Plebe Rude, Capital Inicial, e claro, Legião Urbana. Outro grande nome da retrospectiva é Fabricando Tom Zé, este de Guilherme Coelho. O documentário retrata vida e obra do tropicalista, sendo premiado como melhor documentário na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Festival do Rio, ambos em 2006.
O Cine MPB é apresentado pelo Ministério da Cultura e Banco do Brasil, tendo como curadores Francisco Cesar Filho e Rafael Sampaio. Segundo a dupla, o gênero de documentário sempre foi coadjuvante no cinema. No entanto, com o fácil acesso a equipamentos de captação de imagens e o crescimento das emissoras segmentadas, o cenário se inverteu. O CCBB fica na Rua Álvares Penteado, 112, Sé, próximo a estação Sé e São Bento do Metrô. Telefones: 3113 – 3651/3649.
Segue trailer de Rock Brasília – Era de Ouro.
Confira a programação:
Quarta-feira, 4 de janeiro
16h30 - O Milagre da Santa Luzia, de Sérgio Roizenblit
18h30 - Samba Riachão, de Jorge Azevedo
20h30 - Paulinho da Viola – Meu tempo é hoje, de Izabel Jaguaribe
Quinta-feira, 5 de janeiro
16h30 - Daquele instante em diante, de Rogério Velloso
18h30 - Elza, de Ernesto Baldan e Izabel Jaguaribe
20h30 - Simonal – Ninguém sabe o duro que dei, de Calvito Leal, Claudio Manoel e Micael Langer
Sexta-feira, 6 de janeiro
15h - Jards Macalé – Um morcego na porta principal, de Marco Ambujamra
16h30 - Gretchen – Filme estrada, de Eliane Brum e Paschoal Samora
18h30 - Filhos de João - O Admirável Mundo Novo Baiano, de Henrique Dantas
20h30 – Fabricando Tom Zé, de Decio Matos Jr.
Sábado, 7 de janeiro
15h - Jards Macalé – Um morcego na porta principal, de Marco Ambujamra
16h30 - Titãs, a vida parece até uma festa, de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves
18h30 - Botinada! A origem do Punk no Brasil, de Gastão Moreira
20h30 - Loki, Arnaldo Baptista, de Paulo Fontenelle
Domingo, 8 de janeiro
15h - Fala Tu, de Guilherme Coelho
17h - Paulinho da Viola – Meu tempo é hoje, de Izabel Jaguaribe
19h - Vinicius, de Miguel Faria Jr.
Quarta-feira, 11 de janeiro
16h30 - Fala Tu, de Guilherme Coelho
18h30 - O Milagre de Santa Luzia, de Sergio Roizenblit
20h30 - Cartola, de Hilton Lacerda e Lírio Ferreira
Quinta-feira, 12 de janeiro
15h - Vinicius, de Miguel Faria Jr.
17h - Simonal – Ninguém sabe o duro que dei, de Calvito Leal, Claudio Manoel e Micael Langer
19h - Debate, com os críticos Pedro Alexandre Sanches e José Flávio Júnior; mediação com Francisco Cesar Filho
20h30 - Botinada! A origem do Punk no Brasil, de Gastão Moreira
Sexta-feira, 13 de janeiro
15h - Elza, de Ernesto Baldan e Izabel Jaguaribe
16h40 - Gretchen – Filme estrada, de Eliane Brum e Paschoal Samora
18h30 - Titãs, a vida parece até uma festa, de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves
20h30 - Rock Brasília - Era de Ouro, de Vladimir Carvalho
Sábado, 14 de janeiro
15h - Filhos de João - O Admirável Mundo Novo Baiano, de Decio Matos Jr.
16h30 - Daquele Instante em diante, de Rogerio Velloso
18h30 - Samba Riachão, de Jorge Alfredo
20h30 - Fabricando Tom Zé, de Decio Matos Jr.
Domingo, 15 de janeiro
15h - Cartola, de Hilton Lacerda e Lírio Ferreira
17h - Rock Brasília - Era de Ouro, de Vladimir Carvalho
19h - Loki, Arnaldo Baptista, de Paulo Fontenelle
Resenha
Paulinho da Viola, da Portela, do Samba, do Brasil
Belo. Essa é uma boa descrição para o documentário Paulinho da Viola – Meu tempo é hoje. De Izabel Jaguaribe, o longa traz um retrato íntimo do sambista, contado em grande parte por ele mesmo. Quando sai da oratória, mestres, amigos e familiares assumem o vez.
O filme começa com Paulinho caminhando pelas ruas do Rio, ao som de samba, onde comerciantes abrem suas portas. O que o protagonista também o faz, dessa vez para todos nós. Fala sobre suas origens, como por exemplo sobre seu primeiro contato com a música. Filho de Cesar Faria, amigo do ícone Pixinguinha, desde garoto Paulinho pode ser apreciador e participante da boa música. Ao reproduzir uma canção do amigo de seu pai, aliás, Paulinho resgata a maneira de como Pixinguinha aprendeu e costumava muito tocar: em casa, com a família. O registro passa pelos amigos, mestres em música, família e pensamentos do cantor. Tudo intercalado por apresentações significativas, solo ou acompanhado de convidados, como Marisa Monte. Ao tocar o clássico “Carinhoso”, com a cantora, arranca sorrisos da plateia. Segundo a dupla, a canção é emblemática, pois atravessou o século.
Entre confissões, como a da esposa Lila Rabello, que conta como Paulinho deixou o filho de um ano quase morrer afogado, enquanto lia jornal, o documentário transcorre entre a sensibilidade, melodia e simplicidade deste que é um dos maiores nomes da música popular brasileira.
Segue o trailer, mas vale a pena conferir na mostra:
Para comemorar o aniversário de 15 anos de estrada, a banda carioca Los Hermanos deve ganhar uma coletânea ainda este ano. Com 30 faixas ao todo, a coleção é uma homenagem da Musicoteca aos barbudos mais talentosos do Brasil nos últimos anos.
Com ideia do produtor Pedro Ferreira, o “parabéns a você” ao Los Hermanos será um disco duplo, com 12 músicas e mais três bônus track em cada álbum. Os artistas que irão participar do projeto são A Banda Mais Bonita da Cidade, Wado, Cícero - Canções de Apartamento, Graveola e o Lixo Polifônico, Leo Fressato, Bárbara Eugênia, 5 a Seco, Tiago Iorc, Banda Gentileza, Velhas Virges, Pélico, Música de Ruiz (Estrela Ruiz Leminski e Téo Ruiz), Cohen e Marcella Belas, Dan Nakagawa, Érika Machado, Tibério Azul, Do Amor, Rodrigo Del Arc e Galldino (Teatro Mágico)
A previsão é que seja lançado agora em Abril, juntamente com a turnê da banda, que percorrerá 11 capitais do país.
A arte do presente será feita pela artista plástica Luyse Costa.
Turnê
A série de shows da banda carioca começa no dia 20 de abril, em Recife, e irá passar por mais 10 capitais do país. Confira as datas:
20.ABR > Recife, Festival Abril Pro Rock (Chevrolet Hall)
21.ABR > Fortaleza, Barraca Biruta
27.ABR > Manaus, Pavilhão do Studio 5
28.ABR > Belém, Cidade Folia
05.MAI > Brasília, Ginásio Nilson Nelson
06.MAI > Salvador, Concha Acústica do TCA
07.MAI > Salvador, Concha Acústica do TCA
11.MAI > São Paulo, Espaço das Américas
12.MAI > Porto Alegre, Pepsi on Stage
18.MAI > Curitiba, Festival Lupaluna (BioParque)
19.MAI > Belo Horizonte, Chevrolet Hall
20.MAI > Belo Horizonte, Chevrolet Hall
25.MAI > Rio de Janeiro, Fundição Progresso
26.MAI > Rio de Janeiro, Fundição Progresso
27.MAI > Rio de Janeiro, Fundição Progresso
Ao fãs, vale lembrar que a entrada é apenas para maiores de 18 anos, e adolescentes só entram acompanhados pelos pais. Os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 16, inclusive em São Paulo. Confira os pontos de venda para São Paulo:
Sem taxa de conveniência:
Bilheteria do Espaço das Américas (a partir de 11h)
Com taxa de conveniência
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 - Centro; a partir de 17 de janeiro às 16h)
02 CT Centro (Av. São João, 677 - Centro, a partir de 9h)
FNAC (Av. Paulista, 901 - Cerqueira César; a partir de 17 de janeiro às 10h)
FNAC (Praça dos Omaguás, 34 - Pinheiros; a partir de 10h)
FNAC (Av. Roque Petrônio Jr., 1089 - Morumbi; a partir de 12h)
Teatro Raul Cortez (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - Bela Vista; a partir de 17 de janeiro às 14h)
Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16 - Campos Elíseos; a partir de 16h)
Central de Turismo (Shopping Frei Caneca; a partir de 10h)
Made in Brazil (Shopping Anália Franco; a partir de 11h30m)
Made in Brazil (Alameda dos Jurupis, 1601 - Ibirapuera; a partir de 12h
Show Tickets (Shopping Iguatemi; a partir de 10h)
Teatro Tuca (Rua Monte Alegre, 1024 - Pedizes; a partir de 17 de janeiro às 14h)
Digital Stadium (Rua Dr. Bacelar, 1207 - Vila Clementino; a partir de 16h)
Teatro Vivo (Av. Dr. Chucri Zaidan, 860 - Vila Olimpia; a partir de 17 de janeiro às 14h)
http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=19012 (a partir de 00h)
telefone 4003-1212 (a partir de 09h)
O valor do ingresso é R$70,00, já como meia entrada para estudantes, mas também pode ser obtido através de 1 quilo de alimento não perecível ou livro. Além disso, pode ser dividido em três vezes sem juros quando efetuada compra pelo cartão de crédito.
Para aguçar a expectativa de quem irá ver os hermanos ao vivo, segue frase de Rodrigo Amarante, e uma de suas mais belas canções.
“Tocar com os Hermanos é lavar a alma e viajar com eles é o mais próximo que se pode chegar da hora-do-recreio na vida adulta.” – Rodrigo Amarante
Imagem: Luyze Costa/Musicoteca
Fernando Bezerra Coelho é brasileiro. Nasceu em Petrolina, no Pernambuco, cidade banhada pelo Rio São Francisco. Por isso, é brasileiro, como eu e você. Mas Fernando é mais do que Bezerra Coelho, ele é o ministro da Integração Nacional. E também é o personagem desse texto, o protagonista de uma história que envolve dezenas, centenas, incontáveis brasileiros, que colaboram com um sistema utilizado no mundo todo, mas por aqui, é destaque: a arte de usar o poder da forma mais egoísta possível.
O ministro foi matéria de capa dessa terça-feira do jornal O Estado de São Paulo, por ter investido em Pernambuco 90% da verba para políticas antienchente. O levantamento foi feito pela ONG Contas Abertas.
É claro que o estado nordestino é carente de aportes, mas não é diferente dos outros 26, a não ser por um detalhe. Fernando Bezerra Coelho nasceu lá. Segundo a reportagem do O Estado de São Paulo, o ministro é pré-candidato à prefeito de Recife, capital pernambucana. Além disso, conquistou a cadeira no Planalto por indicação do governador Eduardo Campos. À reportagem, ele negou, claro.
A questão é que essa prática rotineira no Brasil, não é exclusividade de Bezerra. O uso da máquina pública, ou de qualquer ferramenta, com um objetivo eleitoral é interpretado como normal, algo necessário nas campanhas. Passada como um ensinamento de pai para filho, a prática é aplicável porque gera voto, o nosso voto. Ou seja, ele pavimenta a sua rua e ganha seu apoio.
Para o azar de Bezerra, quis o destino que enquanto o jornal circulava em todo Brasil, uma tragédia acentuaria ainda mais tudo isso. Hoje pela manhã foi encontrado o corpo de um taxista, ou melhor, mais um brasileiro, morto soterrado após deslizamento em uma rodoviária em Ouro Preto, Minas Gerais. E isso era previsível, pois até Antônio Mercadante, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, pode antecipar. “Eu vou repetir o que eu tenho dito: morrerão pessoas neste verão e nos próximos”, acertou em cheio o ministro.
Foto: Armando Lima



















